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Teologia Sistemática

Turretin e Hodge: a escola de Princeton e a defesa das Escrituras

15 de agosto de 20266 min de leitura

Turretin e Hodge: a escola de Princeton e a defesa das Escrituras

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino.” — 2 Timóteo 3.16

Francisco Turretin pastoreou e lecionou em Genebra no século XVII. Sua obra, as Institutas de Teologia Elêntica, nasceu do debate: ele ensinava a doutrina respondendo às objeções, uma por uma. Era teologia de trincheira, escrita para pastores que precisavam defender o rebanho.

Duzentos anos depois, do outro lado do oceano, o livro de Turretin era o manual do Seminário de Princeton. Charles Hodge estudou ali, ensinou ali por cinquenta e sete anos e formou mais de três mil pregadores. Costumava dizer que nenhuma ideia nova havia surgido em Princeton — não como piada, mas como compromisso: a tarefa da igreja não é inventar, é guardar.

É moda hoje desprezar essa herança como frieza acadêmica. Mas foi essa geração que sustentou a autoridade das Escrituras quando o liberalismo teológico varreu as universidades da Europa. Sem eles, boa parte do que pregamos teria sido negociada há muito tempo.

A lição para nós é dupla. Primeiro: o pregador precisa estudar. Púlpito raso produz igreja frágil. Segundo: doutrina sem devoção endurece. Hodge orava com os alunos antes de cada aula, e chorava ao falar da cruz.

Cuide da sua estante e do seu joelho. Quem só lê, esfria. Quem só sente, se perde. A igreja saudável mantém a Palavra na cabeça, no coração e nos pés.

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