
Missões
Jim Elliot e os cinco mártires do rio Curaray
25 de agosto de 20266 min de leitura

“Não é tolo aquele que dá o que não pode reter para ganhar o que não pode perder.” — Jim Elliot
Jim Elliot, Nate Saint, Ed McCully, Peter Fleming e Roger Youderian eram jovens. Tinham formação, futuro e famílias. Escolheram a selva do Equador e um povo que o mundo chamava de intocável: os huaorani, conhecidos então como aucas.
A aproximação foi paciente. Sobrevoos, presentes descidos por cordas, palavras aprendidas na base do erro. No dia 8 de janeiro de 1956, na praia do rio Curaray, os cinco foram mortos a lanças. Nenhum deles usou a arma que carregava — havia um acordo entre eles de não matar um homem que não estava pronto para morrer, para salvar a vida de quem já estava.
A história do evangelho, porém, nunca termina no túmulo. Elisabeth Elliot, viúva de Jim, e Rachel Saint, irmã de Nate, voltaram para viver entre os huaorani. Aprenderam a língua, traduziram a Palavra, cuidaram dos doentes. A tribo se converteu.
Anos mais tarde, Steve Saint, filho de Nate, foi batizado nas águas daquele mesmo rio pelas mãos de Mincaye — um dos homens que matou seu pai. Não existe roteiro humano que escreva isso. Só a graça escreve.
O que essa história cobra de nós não é necessariamente a selva. É a disposição. Existe um povo, uma família, um vizinho que Deus colocou no seu caminho e que você tem evitado. Missões começa quando a gente para de calcular o custo e começa a calcular a eternidade.
