
História da Igreja
John Wesley: o coração estranhamente aquecido em Aldersgate
21 de agosto de 20266 min de leitura

“O justo viverá pela fé.” — Romanos 1.17
John Wesley era filho de pastor, formado em Oxford, disciplinado ao extremo. Levantava às quatro da manhã para orar, jejuava, visitava presos, foi missionário na Geórgia. E voltou da América derrotado, escrevendo no diário: “Fui à América converter os índios; mas, ah, quem me converterá?”
Em 24 de maio de 1738, numa reunião simples na rua Aldersgate, em Londres, alguém lia o prefácio de Lutero à carta aos Romanos. Wesley registrou: “senti meu coração estranhamente aquecido. Senti que confiava em Cristo, somente em Cristo, para a salvação”.
Note o detalhe: não faltava esforço a Wesley. Faltava confiança. Ele tinha religião de sobra e fé de menos. Esse é o perigo silencioso de quem cresceu dentro da igreja — trocar o descanso na obra de Cristo pelo cansaço da própria performance.
Depois de Aldersgate, o mesmo homem percorreu mais de 400 mil quilômetros a cavalo e pregou mais de 40 mil sermões. O avivamento metodista mudou a Inglaterra: alfabetização, cuidado com os pobres, combate à escravidão. A graça que aquece o coração sempre acaba movendo as mãos.
Pergunte-se hoje, com honestidade: eu sirvo a Deus para ser aceito, ou porque já fui aceito em Cristo? A resposta muda tudo — inclusive o seu sono.
